A FAZENDA: A Vida na fazenda
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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

APRENDA A FAZER A CLÁSSICA RECEITA DE ACARAJÉ




APRENDA A FAZER A CLÁSSICA RECEITA DE ACARAJÉ 
Patrimônio da culinária nacional, prato baiano leva feijão fradinho, cebola, sal e azeite. Tradicional na Bahia, o acarajé é um quitute delicioso para ser consumido em celebrações ou para saciar aquela fominha no meio da tarde. A chef e nutricionista Lisiane Miura, do Comitê Umami, possui uma receita clássica que deixa qualquer um com água na boca. Aprenda a fazer abaixo: 
INGREDIENTES: 
Acarajé 
500 g de feijão fradinho cru 
1 cebola média cortada em pedaços 
3 colheres (chá) de sal 
2 vidros de azeite de dendê (400 ml) 
MOLHO 
3 pimentas malagueta bem picadas 
Meia xícara (chá) de camarões secos, sem casca 
1 xícara (chá) de azeite de dendê 
2 cebolas médias picadas 
1 e meia colher (chá) de sal 
MODO DE PREPARO: 
Inicie o preparo na véspera do consumo: em uma tigela, coloque o feijão, cubra com água e deixe de molho por, no mínimo, 14 horas. No dia seguinte, escorra e esfregue os grãos entre a palma das mãos, para que soltem as cascas. No copo do liquidificador, coloque o feijão e a cebola, e bata bem até obter uma massa homogênea. Transfira para uma tigela e tempere com o sal. Em uma panela pequena, aqueça o azeite de dendê em fogo médio e, com o auxílio de duas colheres de servir, molde os acarajés. Frite-os, aos poucos, até que fiquem dourados (cerca de 3 minutos de cada lado). Escorra em papel toalha e reserve. 
Prepare o molho: bata a pimenta e metade dos camarões secos no liquidificador até que fique homogêneo. Reserve. Em uma panela pequena, aqueça o azeite de dendê em fogo alto e refogue a cebola por cerca de três minutos, ou até murchar. Acrescente a mistura de camarões, os camarões inteiros restantes e tempere com o sal. Misture, retire do fogo e espere esfriar. Corte cada acarajé ao meio no sentido do comprimento e sirva recheado com o molho. 

revistagloborural.globo.com


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

COMO PLANTAR COCO - O coqueiro se desenvolve bem em locais com boa distribuição de chuvas no ano, onde predomina clima quente e alta luminosidade




Ai vai uma sugestão de cultura bem legal. Como plantar coco. Eh só por a mão na massa.
A imagem de coqueiros balançando ao vento é quase um sinônimo de litoral nordestino. Não por acaso, é nessa região de clima escaldante durante quase o ano todo que se encontra a maior parte das plantações do Brasil. Nos últimos anos, no entanto, vem ocorrendo um deslocamento das áreas tradicionais de cultivo para outras partes do país. Produtores do Sudeste e Centro-Oeste estão explorando a cultura do coqueiro-anão irrigado, para a produção de água de coc
No mundo, os coqueiros são cultivados em sua maioria por pequenos agricultores da Ásia, África, América Latina e Pacífico. O coqueiro-gigante, que atinge 18 metros de altura, está no Brasil desde o século 16, enquanto o anão, que bate nos dez metros de altura, chegou por aqui nos anos 20 do século passado.
Além da sombra, a árvore oferece uma fruta bastante apreciada e com diferentes finalidades. Do coco aproveita-se a água, que é bastante saudável pela riqueza de sais minerais. Já sua polpa é utilizada pela indústria para a fabricação de leite de coco e de coco ralado, ingrediente para a elaboração de chocolates, biscoitos, iogurtes e sorvetes, entre outros alimentos. A fibra extraída da casca é usada em estofamentos de veículos, enchimento de colchões, tapeçaria e na confecção de pincéis.
Apesar do leque de opções, a decisão do agricultor para começar a atividade deve levar em conta a demanda do mercado. Como a produção ocorre, pelo menos, depois de três anos, é importante avaliar se as características locais são ideais para o desenvolvimento do fruto.
VARIEDADES
Entre as muitas variedades de coco existentes no mercado brasileiro, as que mais sobressaem são a gigante e a anão. Dos plantios de coqueiros no país, aproximadamente 70% são da cultivar gigante e 20% da anão. O restante é composto de híbridos originados de cruzamentos. O anão ainda possui três tipos: verde, vermelho e amarelo, mas apenas o verde é explorado para a produção de água.
MÃOS À OBRA
• Antes de iniciar o plantio, observe as condições de clima, solo e a qualidade da muda. Os coqueirais se desenvolvem bem em lugares com temperaturas elevadas. O ideal é por volta de uma média anual de 27 graus.
• Áreas com boa distribuição de chuvas - precipitação anual de 1,5 mil milímetros - são as mais indicadas. Uma dica é começar a lavoura de coqueiros no início da estação das chuvas. Caso contrário, utilize um sistema de irrigação.
• Entre as variedades, o coqueiro-gigante é o mais rústico, florescendo entre seis e oito anos após o plantio. O longo tempo para começar a atividade é compensado pela produção de 40 a 60 frutos por planta ao ano. Sob condições favoráveis, o período de produção econômica é de 60 anos.
• Já o anão, mais exigente em água e nutrientes, se desenvolve mais cedo, depois de quatro anos do cultivo. Possui frutos pequenos e tem menor vida útil, ou 40 anos de produção. Mas é mais produtivo: 150 a 200 frutos por planta ao ano.
• Em terrenos pequenos, a indicação é cultivar o coqueiro híbrido - mistura das duas variedades -, que produz de 100 a 120 frutos. Em uma área de um hectare, dá para plantar 100 árvores, em espaçamentos de 10 x 10 metros.
• Trinta dias antes do cultivo, abra covas de 60 x 60 x 60 a 80 x 80 x 80 centímetros para preencher com terra três quilos de adubo orgânico e 800 gramas de superfosfato simples. Fixe a muda no solo sem enterrar o caule. Depois de um mês, com 300 gramas de uréia e 200 gramas de cloreto de potássio, incorpore o adubo ao solo.
DADOS GERAIS
• Família: pertence à espécie Cocos nucifera L., com destaque às variedades typica (gigante) e nana (anão).
• Plantio: início do período das chuvas em áreas não irrigadas.
• Solo: leves, bem drenados, bom suprimento de água.
• Clima: quente, média de 27 graus e não abaixo de 15 graus.
• Culinária: receitas nordestinas como moquecas, vatapá, cocadas, cuscuz de tapioca, e mingaus, bolos, doces e sorvetes.
• Uso medicinal: a água é rica em potássio e sais minerais, e substitui o soro fisiológico em casos de desidratação.
• Colheita: seis meses após a inflorescência, quando a finalidade for obtenção de água, e 12 meses para coco seco.
• Área: 100 plantas por hectare.
• Investimento: com um real a muda e adubação, estima-se mil reais para iniciar a cultura.
• Onde comprar: Embrapa - Rod. BR-122, km 50, C.P. 516, Petrolina, PE, tel. (85) 3862-2845; Univale, Souza, PB, tel. (83) 3522-3057; Ascondir - Ass. Concessionários do Distrito Irrigado, Platô de Neópolis, SE, tel. (79) 3322-2075
Consultor: Humberto Rollemberg Fontes, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Av. Beira Mar, 3250, CEP 49025-040, tel. (79) 4009-1344, sac@cpatc.embrapa.br
Mais informações: Luiz Antonio Junqueira Teixeira, engenheiro agrônomo, pesquisador do Centro de Solos e Recursos Ambientais do IAC, Av. Barão de Itapura, 1481, Caixa Postal 28, CEP 13001-970, Campinas, SP, tel. (19) 3231-5422, teixeira@iac.sp.gov.br

POR JOÃO MATHIAS | FOTOS: OSWALDO MARICATO/ED.GLOBO; ERNESTO DE SOUZA; AMILTON VIEIRA/ED.GLOBO


Valeu gente.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

O DIA DO PAGAMENTO




O DIA DO PAGAMENTO
Hoje eh o dia de pagamento aqui na fazenda pelos serviços que fazemos aqui na fazenda. Não aqui na fazenda, porque o pagamento eh feito lá na fazenda. Algumas pessoas trabalham aqui todos os dias e outros só veem de vez em quando trabalhar aqui. Mas a maioria trabalha todos os dias aqui. Mas ninguém recebe dinheiro como pagamento. Eles recebem só um papel, que aqui eles chamam de contra-cheque, onde está escrito o quanto eles tem direito de receber. O dinheiro mesmo fica no banco da cidade e as pessoas que trabalham aqui tem que ir lá buscar, mas só podem fazer isso depois que recebem esse papel.
Eu não recebo esse papel e nem dinheiro, porque eh meu pai que pega esse papel por mim e ele ou meu irmão mais velho de todos que vai na cidade buscar no banco o dinheiro. Eu nunca fiquei com nenhum dinheiro porque meu pai fala que eu não preciso. Diz ele que eu tenho tudo que preciso ali e então não preciso de dinheiro, mas meu irmão mais velho de todos fica com o dinheiro que recebe. Os outros irmão meus também acho que ficam com o dinheiro, mas só um pouco dele, pois minha mãe pega um pouco do dinheiro com eles.
Meus irmãos gastam o dinheiro que recebem lá na cidade. Eu não sei o que eles compram lá, mas pouco tempo depois de receberem esse pagamento eles já ficam dizendo que não tem mais dinheiro. Eles ficam dizendo que dinheiro na mão outra vez ia demorar, mas não demora tanto assim, pois sempre acontece esse dia de pagamento aqui na fazenda. Não aqui na fazenda, mas lá na fazenda. 
Uma vez pedi ao meu irmão mais velho de todos para me levar com ele pra cidade, pra mim conhecer a cidade e ver como era lá. Mas ele disse "nem pensar". Eu perguntei porque e ele disse que tinha medo do que o papai faria se soubesse que eu tinha saído da fazenda.

domingo, 12 de agosto de 2018

A VIDA NA FAZENDA




A VIDA NA FAZENDA
Eh época de colheita na fazenda. Está tudo preparado para a gente começar a colheita do trigo. Nesta época eu fico quase o tempo todo ocupado com a colheita. São muitos caminhoneiros entrando e saindo da fazenda. A gente começa a colher o trigo assim que o sol nasce e paramos quando ele já se pôs no horizonte. E são muitos dias nesta tarefa. Com isso, eu não tenho ido até a beira da estrada para ver a professora de ciências que passa ali todos os dias. Nesta época de colheita eu converso muito eh com os caminhoneiros e fico sabendo um pouco mais do mundo fora da fazenda. 
Eu não tenho telefone celular, não tem computador em nossa casa e a televisão que temos em casa só pega um canal. Os caminhoneiros disseram para mim uma vez que existe mais de 300 canais de televisão, mas a maioria tem que pagar para ver eles. Não vejo muito a televisão, porque geralmente vou deitar cedo porque tenho que levantar sempre cedo, mas eu não sou o primeiro a levantar de manhã. Quando me levanto, alguns outros trabalhadores da fazenda, assim como eu, já estão tomando café lá na fazenda. Sei que na fazenda tem computador e telefone celular, mas só lá na fazenda, aqui na fazenda não temos nada disso.
Durante a colheita do trigo aqui na fazenda, considero a melhor época do ano, porque vejo e converso com muitas pessoas e sobre muitos assuntos que a maioria deles eu nem sabia que existia ou acontecia. Alguns motoristas dos caminhões que veem aqui na fazenda buscar trigo são mulheres. Acho muito legal ver aquelas mulheres dirigindo as grandes carretas como se fosse um carro pequeno. Entrei uma vez na cabine de uma destas carretas dirigida por uma mulher que perguntou se eu queria ver a cabine por dentro, e fiquei impressionado com o tanto de botões que tinha ali. Não tinha nem ideia pra que tantos botões. Eh muito bonita uma carreta por dentro. Estando dentro da cabine da carreta que aquela mulher dirigia, eu disse a ela que queria ser caminhoneiro também.
Bem, eu já disse que queria ser muitas coisas. Quando comecei a trabalhar na plantação de trigo, vi as plantações de arroz, soja e girassol, eu disse que queria ser fazendeiro. Quando assisti a um filme na televisão que falava de menino do interior que morava numa fazenda e foi para a capital e acabou trabalhando no cinema, eu disse que queria ser artista de cinema também. Quando um engenheiro agrônomo esteve aqui na fazenda e eu também o acompanhei junto com meu chefe e vi que ele entendia tudo de plantação, eu disse que queria ser engenheiro agrônomo. Quando meu irmão mais velho conseguiu passar no vestibular para ser veterinário, e vi a alegria que ele ficou e festejou muito, eu disse que queria ser veterinário também. Mas para ser qualquer coisa, primeiro eu tenho que me formar na escola. Como eu estudo aqui na fazenda, não aqui na fazenda, mas lá na fazenda, eu não sei quando vou formar, porque nem sei em que ano da escola eu estou.